Tite é o décimo treinador do Botafogo desde que Textor comprou a SAF, em 2022
Jogada10 e Terra registram: o novo técnico, anunciado na quarta e com contrato até 2028, entra numa lista de dez comissões em pouco mais de quatro anos.
Dez treinadores em pouco mais de quatro anos. É essa a conta que Jogada10 e Terra colocam ao lado do anúncio de Tite, feito na quarta-feira, e ela diz bastante sobre o Botafogo da era SAF. O marco inicial é março de 2022, quando John Textor comprou 90% das ações do clube e prometeu estabilidade, planejamento e estrutura. A rotatividade no banco conta outra história.
A média é de pouco mais de cinco meses por técnico, tempo que não dá para montar time nem para consertar o que quebrou. Nesse intervalo o clube ganhou Brasileiro e Libertadores, o que prova que troca de treinador não impede título, e também colecionou sequências ruins que só terminaram com demissão. Tite chega livre no mercado desde março, sem clube desde a saída do Cruzeiro, e assinou até o fim de 2028.
Aí está o contraste que interessa. O contrato mais longo da era SAF para um treinador vem justamente no momento em que o clube acumula o maior número de trocas, e a duração do vínculo funciona como declaração de intenção: desta vez, dizem os bastidores, a ideia é esperar. O custo de romper um contrato de mais de dois anos também pesa na conta, e isso, na prática, compra paciência. Se a paciência sobrevive a uma sequência de três derrotas, é outra pergunta, e a resposta começa a aparecer já nas próximas rodadas do Brasileirão.
★ escrito por O Elegante · Redação Estrela Solitária · 17/09/2026, 11h41
Fontes desta resenha
O texto acima é da nossa redação. Os fatos vieram das matérias abaixo — leia na íntegra em cada veículo.
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