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Escudo do Botafogo Estrela Solitária O ritual diário do torcedor
Próximo jogo em casa · Brasileirão · 22ª rodada
Escudo do Botafogo Botafogo × Fluminense
SÁB · 8 AGO · 21:00 Estádio Nilton Santos · Rio de Janeiro
Sem propagandaSem poluição Só Botafogo NovidadeHistóriaTradição
★ A história do dia

Botafogo recebe o Santos nesta quinta às 19h30 no Nilton Santos

Jogo válido pela 19ª rodada do Brasileirão; Gazeta Esportiva reuniu transmissão, prováveis escalações, desfalques, arbitragem e retrospecto.

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internacionais, nacionais e o estadual que vale por muitos · clique para ler a história
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Caricatura de Garrincha
Garrincha
1953 a 1965
Ponta-direita
Caricatura de Nilton Santos
Nilton Santos
1948 a 1964
Lateral-esquerdo
Caricatura de Didi
Didi
anos 50
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Caricatura de Jairzinho
Jairzinho
anos 60 e 70
Atacante
Caricatura de Zagallo
Zagallo
1958 a 1965
Ponta-esquerda
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Gérson
1963 a 1969
Meia
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Heleno de Freitas
1939 a 1948
Atacante
Caricatura de Quarentinha
Quarentinha
1954 a 1964
Atacante
Caricatura de Manga
Manga
1959 a 1968
Goleiro
Caricatura de Túlio Maravilha
Túlio Maravilha
anos 90
Atacante
Caricatura de Loco Abreu
Loco Abreu
2010 a 2012
Atacante
caricaturas geradas sob direção do editor (2026) · origem e licença registradas em conteudo/idolos/

Cantos da Torcida

trecho curto com origem · o canto inteiro nas plataformas oficiais

★ A marcha do Glorioso

O canto que nasceu no rádio, em 1942, e virou patrimônio. Tem página própria aqui.
ler a história do Hino →

♪ O Botafogo É Meu Melhor Amigo

O Botafogo é meu melhor amigo...
O canto da lealdade: a declaração de amizade vitalícia que atravessa gerações, das gerais do Maracanã ao Nilton Santos.
Lance (Lancepédia), 04/08/2026

♪ Botafogo Minha Alegria

Oh Botafogo / Minha alegria...
A promessa de apoio eterno, cantada nos dias bons e, principalmente, nos maus: é o canto que define o amor incondicional alvinegro.
Lance (Lancepédia), 04/08/2026

♪ Botafogo Campeão

Esse é o Botafogo que eu gosto...
O canto das vitórias: sobe da arquibancada quando o time joga o que a camisa pede.
Lance (Lancepédia), 04/08/2026

♪ Ô Balancê

Ô balancê, balancê...
A provocação de clássico, especialidade da casa nos dias de Flamengo: zombaria elegante, do jeito carioca.
Lance (Lancepédia), 04/08/2026

♪ Dá-lhe Fogo

Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe Fogo...
O grito de guerra curto e repetido que empurra o time do primeiro ao último minuto; o mais fácil de cantar e o mais difícil de calar.
Lance (Lancepédia; trecho reconstruído do nome, conferir grafia exata no vídeo escolhido) · grafia do trecho em conferência

Escudos · a evolução

de 1894 a hoje · role a linha e clique numa era para ler
Escudo do período 1894
1894
Escudo do período 1904 a 1942
1904 a 1942
Escudo do período 1942 a 1948
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Escudo do período 1948 a 1960
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Escudo do período 1960 a 1961
1960 a 1961
Escudo do período 1962 a 1970
1962 a 1970
Escudo do período 1970 a 1981
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Escudo do período 2002 a 2012
2002 a 2012
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2012 a hoje

História · o Glorioso por inteiro

escrito pela redação, no espírito de João Saldanha

O Botafogo nasceu duas vezes, e das duas vezes nasceu teimoso.

A primeira foi em 1894, à beira da enseada, quando um grupo de remadores fundou o Club de Regatas Botafogo e pendurou no peito uma estrela de cinco pontas que ninguém imaginava o tamanho que teria. A segunda foi em 1904, quando estudantes do bairro criaram o Botafogo Football Club para correr atrás de uma bola que acabava de chegar ao Brasil. Durante quase quarenta anos, remo e futebol viveram vidas separadas, vizinhas e alvinegras, até que 1942 os uniu de vez no Botafogo de Futebol e Regatas, sob a mesma estrela solitária.

O futebol começou vencendo cedo: o título de 1907, que o clube só teve reconhecido oficialmente em 1996, depois de longa disputa, porque até nos troféus o Botafogo gosta de uma história complicada. Mas foi 1910 que batizou a alma da casa: nove vitórias em dez jogos, 66 gols marcados, uma campanha tão avassaladora que a imprensa da época não encontrou adjetivo menor: Glorioso. O apelido pegou. O hino cantaria a data para sempre.

Nos anos 40, o clube conheceu seu primeiro príncipe e sua primeira tragédia na mesma pessoa: Heleno de Freitas, gênio de 209 gols que a guerra privou das Copas e a vida privou de tudo o mais. E então vieram os anos que explicam por que torcedor botafoguense olha para o passado com o peito estufado: a era de ouro. Garrincha driblando o mundo, Nilton Santos inventando uma posição, Didi regendo o meio-campo, Quarentinha empilhando gols, Zagallo correndo por dois. O time dos cariocas de 1957, 1961 e 1962 não era um time: era uma seleção com endereço em General Severiano, exportando campeões do mundo para 1958 e 1962.

A geração seguinte, de Jairzinho e Gérson, coroou a época com o primeiro título nacional, a Taça Brasil de 1968, com Zagallo no comando, agora de terno. E aí o Botafogo aprendeu a sua lição mais dura: a glória não é assinatura permanente. Vieram 21 anos de fila, de 1968 a 1989, uma travessia no deserto que os rivais cantaram e o torcedor engoliu em silêncio, sem nunca abandonar o estádio. Quando Maurício marcou o gol do título carioca de 1989 sobre o Flamengo, num Maracanã lotado, não foi um gol: foi uma devolução de dignidade.

Os anos 90 trouxeram o primeiro grito internacional, a Conmebol de 1993, com Carlos Alberto Torres no banco e o goleiro Bacana pegando pênalti como quem sabia da responsabilidade histórica, e o Brasileirão de 1995, ano em que Túlio Maravilha prometeu e cumpriu. Depois, de novo, o pêndulo: rebaixamentos, Série B, anos de vacas magras em que ser botafoguense virou exercício diário de fé. O clube caiu, subiu como campeão em 2015 com Jefferson no gol recusando propostas maiores, caiu de novo, subiu de novo campeão em 2021. Teimoso, como nasceu.

Em 2022, a virada estrutural: o futebol virou SAF e o clube ganhou fôlego para reconstruir. O que veio depois o mundo viu: em 2024, com um a menos desde o primeiro minuto da final, o Botafogo venceu a Libertadores em Buenos Aires e, oito dias depois, confirmou o Brasileirão na última rodada. A dobradinha que parecia impossível, no clube que fez do impossível a sua especialidade.

Essa é a história que estas páginas contam todos os dias: a de um clube que nunca foi o mais rico, nunca foi o mais protegido, e ainda assim colecionou gênios como nenhum outro e transformou sofrimento em identidade e identidade em orgulho. O Botafogo não se explica. O Botafogo se torce.

Hinos · a voz do Glorioso

o popular, o oficial e o do remo · ouça enquanto lê
Hino popular · Lamartine Babo, 1942
Botafogo, Botafogo, campeão desde 1907 Foste herói em cada jogo, Botafogo Botafogo, Botafogo, campeão desde 1907 Foste herói em cada jogo, Botafogo Por isso é que tu és e hás de ser Nosso imenso prazer Tradições aos milhões tens também Tu és o Glorioso, Não podes perder, perder pra ninguém. Noutros esportes tua fibra está presente Honrando as cores do Brasil de nossa gente Na estrada dos louros, um facho de luz Tua Estrela Solitária te conduz
letra publicada por decisão editorial; obra de Lamartine Babo, com direitos vigentes · ouça nas plataformas oficiais dos detentores

Em 1942, o radialista Heber de Boscoli convidou o maior compositor de marchinhas do país para criar hinos aos grandes clubes do Rio. Lamartine Babo aceitou, e conta-se que despachou as marchas dos clubes mais tradicionais num só dia, num surto de genialidade que o rádio eternizou.

O detalhe mais saboroso: Lamartine nem botafoguense era. O coração dele batia pelo América, e ainda assim ele entregou ao Glorioso uma das marchas mais queridas do futebol brasileiro.

Repare no verso de abertura. Lamartine escreveu "campeão desde 1910", celebrando a campanha de nove vitórias em dez jogos e 66 gols que fez a imprensa cunhar o apelido Glorioso. Depois que o título de 1907 foi oficialmente reconhecido, em 1996, a torcida passou a cantar 1907, e é assim que a arquibancada canta hoje. O hino mudou de data e o Botafogo ganhou três anos de glória de presente.

Duas curiosidades para fechar: apesar de ser o mais cantado, este não é o hino oficial do clube, e o Botafogo é o único carioca cuja marcha inclui a palavra "perder", porque só quem tem certeza de quem é canta a própria dor sem medo.

Hino oficial do futebol

letra de Octacílio Gomes · música de Eduardo Souto
"Botafogo Gentil! / Pura glória do esporte brasileiro..."

O hino oficial de fato, com quatro estrofes, composto por dois nomes da música popular carioca. Eduardo Souto (1882 a 1942) foi maestro e um dos grandes compositores do seu tempo. Curioso destino: o oficial cedeu o lugar da arquibancada à marcha de Lamartine.

letra completa em curadoria

Hino do remo

Alberto Ruiz · Theóphilo Magalhães
"Salve, ó Club dos mais antigo..."

O hino da origem: canta o clube de regatas de 1894, a enseada e a tradição marítima de onde veio a estrela solitária. Quase nenhum torcedor conhece, e é dele que o resto da história nasce.

letra completa em curadoria

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Escudo do Botafogo
Uma estrela, muita glória, muita tradição, o maior de todos os tempos