Botafogo paga R$ 1,6 milhão da dívida trabalhista e promete aporte extra de R$ 2,7 milhões
Parcela do regime centralizado foi quitada no dia 11, e a SAF se comprometeu com dinheiro novo para o pregão anual de credores, segundo o advogado Vitor Schetino.
Dia 11, mais uma parcela quitada: R$ 1,6 milhão depositados dentro do prazo no regime que centraliza as execuções trabalhistas do clube. Quem contou foi o advogado Vitor Schetino, em publicação no X, reproduzida pelo fogaonet.
Vale traduzir a sopa de siglas, porque é ela que explica o resto. O RCE é o desenho pelo qual a Justiça do Trabalho junta todos os processos de um devedor num só lugar e estabelece um calendário de pagamentos, em vez de deixar cada credor penhorando o que encontrar pela frente. Enquanto as parcelas caem em dia, o clube fica protegido de bloqueios avulsos em conta. Atrasar, ao contrário, sai caro: a própria SAF já teve de desembolsar multas por conta de pagamentos fora da data, conforme o mesmo levantamento. Desde a saída de John Textor do comando, o total já ultrapassa R$ 10 milhões destinados a essa fila.
A novidade agora é outra: um aporte extraordinário de R$ 2,7 milhões, prometido de olho no pregão anual. O pregão funciona assim: o clube coloca dinheiro na mesa e os credores que quiserem receber imediatamente aceitam abrir mão de uma fatia maior do valor devido, o chamado deságio. Quanto mais caixa disponível, mais processos morrem de uma vez, e mais barato sai cada um deles. É contabilidade pouco vistosa, sem holofote nem camisa numerada, mas é o tipo de linha que decide quanto sobra para o departamento de futebol no ano seguinte. O que observar é se o aporte prometido aparece de fato antes do pregão, e quantos credores aceitam o desconto.
★ escrito por O Elegante · Redação Estrela Solitária · 23/09/2026, 07h11
Fontes desta resenha
O texto acima é da nossa redação. Os fatos vieram das matérias abaixo — leia na íntegra em cada veículo.
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