CBF vai reduzir a cota de estrangeiros até 2030, e a regra alcança o Botafogo
Anunciada na segunda-feira, a diminuição por etapas do número de estrangeiros inscritos por clube virou assunto na imprensa de fora do país, que leu a medida como uma virada de modelo. Para os clubes brasileiros, a vaga de estrangeiro passa a ser bem escasso.
A decisão saiu na segunda-feira e tem data de chegada: a CBF vai apertar, em etapas, o limite de jogadores de fora que cada equipe pode inscrever, num caminho que termina em 2030. O UOL foi atrás de como o assunto foi lido longe daqui e voltou com uma palavra repetida em vários idiomas, revolução. O que mais chamou atenção nesse noticiário internacional, conforme o levantamento do portal, foi o contramão: em boa parte do mundo o vestiário se abre para importar mão de obra, e o Brasil escolheu estreitar a sua porta pouco a pouco.
Para quem torce, a tradução cabe em duas contas. A primeira é de mercado: se a quantidade de vagas para estrangeiros diminui a cada temporada, cada uma delas vale mais, e o Botafogo, que como qualquer clube da Série A joga sob o mesmo regulamento, passa a precisar escolher melhor em quem gasta o passaporte disponível. A segunda é de formação: quem já está no CT sub-20 encarece, porque o brasileiro pronto vira artigo disputado por trinta clubes ao mesmo tempo.
Falta a parte chata e decisiva, que a repercussão ainda não resolveu: quantos nomes por ano, a partir de quando vale, e o que acontece com os contratos já assinados de quem chegou antes da mudança. A matéria do UOL trata da leitura internacional do anúncio, não do texto miúdo do regulamento. É nesse texto miúdo que o planejamento de 2027 do Botafogo vai ser escrito.
★ escrito por O Elegante · Redação Estrela Solitária · 22/09/2026, 10h11
Fontes desta resenha
O texto acima é da nossa redação. Os fatos vieram das matérias abaixo — leia na íntegra em cada veículo.
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